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Estudo liga obesidade mórbida a dano cerebral em bebês
Pesquisadores da Universidade da Flórida descobriram uma ligação entre obesidade mórbida em bebês e baixas taxas de QI, atrasos cognitivos e lesões cerebrais semelhantes às encontradas em portadores do mal de Alzheimer.

Embora a causa desses problemas ainda seja desconhecida, os cientistas responsáveis pelo estudo teorizam que os distúrbios metabólicos provocados pela obesidade poderiam danificar o cérebro das crianças muito pequenas, que ainda estão em desenvolvimento e não se encontram totalmente protegidos. Artigo descrevendo o trabalho está publicado no Journal of Pediatrics.

"Sabe-se que a obesidade se associa a diversos outros problemas médicos, como pressão alta, diabetes e colesterol elevado", diz o médico Daniel J. Driscoll, principal autor do estudo. "Agora, estamos propondo que a obesidade precoce e esses problemas metabólicos e bioquímicos podem levar também a danos cognitivos".

Os pesquisadores compararam 18 crianças e adultos com obesidade precoce, significando que tinham um peso de 150% do ideal antes dos 4 anos de idade, com 19 crianças e adultos com síndrome de Prader-Willi e 24 irmãos de peso normal. Os irmãos magros foram escolhidos como grupo de controle por conta do histórico genético e socioeconômico parecido.

A ligação entre problemas cognitivos e a síndrome de Prader-Willi, uma disfunção genética que leva o portador a comer sem parar e ficar obeso com pouca idade, é bem estabelecida. Os pesquisadores determinaram que crianças e adultos que se tornaram obesos quando bebês, sem causa genética aparente, se saem tão mal, em testes de QI, quando portadores da síndrome.

Realizando exames de ressonância magnética nos voluntários, os pesquisadores também descobriram lesões no cérebro de muitos dos portadores da Prader-Willi e do grupo que havia sofrido de obesidade mórbida precoce. Essas lesões são encontradas, tipocamente, em pacientes de Alzheimer e em portadores de fenilcetonúria que não receberam tratamento.