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DEPOIMENTO |
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Porque decidiu operar? Apenas para ter maior qualidade de vida e experimentar o "fenômeno" de ser magra. Não tinha qualquer comorbidade das que são freqüentemente acometidos os obesos. Gozava de perfeita saúde.
Como foi o seu preparo? Como foi a cirurgia? Como está sua vida? Você recomenda a cirurgia? Se desejar se corresponder com a Dr. Lúcia, faça-o pelo e-mail lucia@exgordo.com.br Nota do exgordo: O incrível é que freqüentemente essas complicações acontecem justamente em pacientes que não tem indicação clássica para a cirurgia, ou seja, poderiam ter procurado outros meios para combater a obesidade. Sempre é bom repetir... a cirurgia não deve ser usada para fins estéticos. O site do exgordo é um espaço democrático, sem fins lucrativos, e tem a obrigação de mostrar casos negativos também, que são minoria sim, mas existem. Em 1º lugar, não operei por estética. Comecei a engordar aos 4 anos e, ao operar, tinha quase 135 kg (para 1.60m).Em 2° lugar sei , como médica, que acidentes cirúrgicos acontecem. Mas negligência, imperícia, descaso, omissão e falta de caráter são inadmissíveis. Em países sérios, os \"médicos\" que agem assim, vão para a cadeia e perdem seus registros. Em 3º lugar, é preciso pesquisar sobre a estatística de óbitos e sequelados de vários tipos. O número é bastante significativo e nem todos se expõem, por medo, vergonha, incapacidade. Isso sem contar os mortos que, por motivos óbvios, não podem se manifestar. Em 4º lugar, é preciso tirar da cirurgia essa aura de "salvadora da pátria e instrumento perfeito" para a realização do sonho de ser magro. Ela é uma agressão enorme, oferece riscos reais e, em nenhum momento, é a solução para a obesidade. Essa virá da engenharia genética. Mesmo os ex-gordos, tem que manter-se em dieta e atividade física e enfrentar os problemas de carência vitamínica e outros que se seguem à cirurgia. E já está provado e publicado que, após alguns anos, as pessoas voltam a engordar. Acessem a página de operados em Londres e os estudos da sociedade de Medicina do Reino Unido. O que vão ver é assustador. Claro que, para os obesos em risco de vida, a cirurgia pode ser a única saída. Mas há que se ter muito cuidado, principalmente ao escolher a equipe de profissionais que, em um segundo, podem condenar-nos à morte ou à invalidez. Um abraço e boa sorte a todos. |
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publicado em 27/03/05