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Sempre fui gordinha, desde criança. Fiz meu primeiro
regime aos 16 anos e não parei mais. Como todo obeso, emagrecia e algum
tempo depois engordava tudo e mais um pouco. Depois de adulta resolvi que só
faria regime sem remédios. Freqüentei SPA
(4 vezes) por períodos pequenos,
apenas para alavancar as dietas, fui a uma reunião de CCA (Comedores
Compulsivos Anônimos), freqüentei o Vigilantes do Peso e outros grupos
semelhantes. Mas sempre fui feliz, apesar do preconceito e de às vezes ficar
triste por não poder fazer coisas que desejaria como caminhar e dançar.
Sempre namorei muito e estou no meu segundo casamento (com uma pessoa
maravilhosa, atlético, lindo de corpo e alma, que sempre me apoiou em tudo)
e sempre tive uma vida sexual mais ativa de que muitos magros que conheço.
Decidi operar porque desde que levei uma queda e tive fissura no tornozelo
(agravado posteriormente com uma torção no joelho), deixei de ser gordinha
para ser obesa mórbida, e comecei a ter apnéia, esteatose, taxas glicêmica e colesterol um pouco elevados
(tenho familiares diabéticos), além da vontade de passear e dançar com meu
marido.
Encontrei uma colega que me indicou o nome do Dr. Sérgio.
Na primeira consulta, ele me passou muita confiança mas não tinha me
decidido ainda a operar. Tirei 20 dias de férias e engordei 3 quilos e após 2
meses da consulta retornei (gostei tanto dele que nem pensei em procurar
outros médicos) e comecei a fazer todos os exames. Dr. Sérgio é muito
paciente, humano e encara seus pacientes como amigos. Pediu-me para
emagrecer, fiz terapia e só operei 4 meses depois (até mesmo porque nesse
período minha irmã internou-se em estado grave - moro longe da minha
família).
A cirurgia foi excelente, durou 2h30min. Como sou espírita
fiz um preparo espiritual muito bom.Fui para a cirurgia muito tranqüila,
tive o apoio da família, do meu amor, dos amigos, dos companheiros do Centro
Espírita e de todos os que já partiram desta vida, além da fé inabalável de
que Deus colocou uma equipe espiritual junto de mim.
Fui para
a UTI por volta das 13h e dormi o tempo todo, só acordando no dia seguinte.
Voltei para casa no dia 25, e só sentia um pouco de dor por causa do
corte
ao levantar. Ao chegar no quarto, Dr. Sérgio me fez caminhar um pouco e
pediu que eu ficasse o máximo de tempo sentada. Como eu não conseguia dormir
de costas, em casa descobri que dormir de rede, além de me deixar
independente, me permitia dormir muito bem. Passei bem os 30 dias de
líquidos e fui emagrecendo aos poucos. Ocupava meu tempo, caminhando,
saindo. Tive o apoio incondicional do meu marido e da minha
enteada, Karyme, meus dois anjos que cuidaram de mim durante mina
recuperação, além da minha secretária e amiga Iraci, sem contar dos amigos.
Hoje sou mais vaidosa, minha auto-estima está elevada, saio para dançar,
viajo em aviões sem apertos. Quanto à alimentação, tem sido um aprendizado
constante, descobrindo o que não cai bem,
o que não consigo mais comer
(geralmente o que eu mais gostava), que comer depressa me faz
entalar
e às vezes vomitar, assim como não comer além da conta. Todos meus problemas
de saúde anteriores desapareceram, meus joelhos e pés não reclamam mais
quando ando e danço, não tenho mais apnéia, minha glicose e colesterol são
baixos, minha esteatose sumiu e todos as taxas estão ótimas. Sigo as
orientações médicas e nutricionais recomendadas.
Sempre digo que foi o meu último recurso, que não
gostaria que tivesse chegado ao ponto de ter que fazê-la, mas que recomendo
sim, desde que as pessoas se conscientizem das mudanças que irão ocorrer (e
são muitas), que escolham médicos que tenham equipe multidisciplinar, que
conversem bastante e que saibam que a cirurgia é um instrumento que com
certeza ajudará muito, que resolverá problemas de saúde mas não problemas de
outros tipos. Já vi operados com depressão, pois acharam que todos os
problemas seriam resolvidos com a cirurgia. Outros trocaram a compulsão por
alimentos por outras compulsões como bebida e roupas, tendo outros problemas
sérios. |