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Vilson Damaceno Matos - São Paulo - SP


Nome :
VILSON DAMACENO MATOS
Cidade: São Paulo - SP

Data da Cirurgia:
07/06/2004
Capella com Anel - Aberta

Médico: Dr. Alexandre Amado Elias - Instituto Garrido
Cidade: São Paulo
Plano:
MEDSERVICE EMPRESARIAL

Peso anterior: 233KG
Peso atual: 133 KG
Altura: 1,78

Veja mais fotos minhas em http://fotos.terra.com.br/album.cgi/vilsonmatos

DEPOIMENTO

Meu nome é Vilson Damaceno Matos, 29 anos.

Janeiro de 2004 foi quando atingi o auge do meu peso. Cheguei a ficar com 233kg e as co-morbidades que tinha era pressão alta, colesterol elevado e começo de diabetes. Devido a obesidade passei por diversas situações constrangedoras como entalar em catracas de ônibus e estádios de futebol, tiração de sarro de ônibus de excursão entre outras humilhações que somos obrigados a agüentar devido ao nosso problema.. Sempre fui esportista, mas quando relaxei a genética resolveu agir e  eu também não colaborei. Talvez por isso não tenha ficado numa cama com todo esse peso, já que com os esportes que praticava adquiri muita massa muscular.
De saco cheio de toda essa situação, comecei a ir ao Instituto Garrido no dia 09/01/2004 quando fiquei sabendo que meu peso estava nessa altura., meu IMC era 72,3. Tenho 1,78m.
Decidido a fazer a cirurgia comecei a fazer um trabalho de reeducação alimentar onde perdi 25kg até a data da minha cirurgia no dia 07/06/2004.
Cheguei no Hospital Santa Rita no dia 07/06 às 5:45 da manhã para internação. Minha cirurgia estava marcada para as 9:00 da manhã, mas tinha que estar lá as 6:00. Toda a papelada feita fui para o quarto onde logo em seguida chegou um enfermeiro trazendo um avental, uma toca e um sapatinho de pano. Após isso, por volta das 7:00 da manhã, o enfermeiro voltou para dar uma injeção de anti-coagulante na minha barriga (aliás, minha barriga ainda está roxa de tanta injeção que deram). Depois disso veio uma enfermeira me depilar. Raspou todos os pelos do meu abdômen. Tudo bem, faz parte. Até foi melhor porque depois tem que ficar trocando curativos e já pensou ficar tirando os esparadrapos em cima dos pelos? Nem pensar! Tudo bem, por volta das 8:30 vesti o avental, a toca e o sapato de pano sem nada por baixo. Separei a faixa que precisa entregar para o anestesista enfaixar minhas pernas para não dar embolia pulmonar (o único risco da cirurgia que pode levar alguém à morte). E fiquei na espera. Deu, 9, 10, 10:30 e nada. E a ansiedade aumentado. Quando foi 10:45 veio um enfermeiro do centro cirúrgico me buscar com uma maca. Subi na maca e ele me encheu de cobertor, me despedi da minha mãe e fui para a cirurgia.
Chegando no centro cirúrgico, fui levado à uma sala gigante, cheia de monitores. Estava lotada, devia ter uns 30 médicos. Na verdade o Instituto Garrido pelo qual operei dá cursos sobre essa cirurgia, então servi de cobaia para o curso. Fui colocado em baixo de uns refletores na posição de Jesus Cristo na cruz com os braços abertos. Me colocaram um monte de adesivos cardíacos no peito e um monitor de batimento cardíaco na ponta do meu dedo indicador. O Anestesista achou minha veia e ligou um soro. Logo em seguida, meu médico chegou na sala, me cumprimentou e disse: "vai pensando numa mulher bem gostosa, porque você vai dormir logo logo". Eu que estava um pouco nervoso, relaxei e dei risada. Nisso, eu ouço o anestesista dizer: "já dei a dose, mas o rapaz aqui é duro na queda. Não quer dormir". E eu lá com os olhos arregalados, olhando para tudo. De repente escuto meu médico dizer: "Aumenta pra 30". O anestesista disse: "Tá Ok, 30." Pronto, não vi e nem ouvi mais nada. Devia ser uns 11:00.

Acordei. Não precisei ir para o CTI. Olhei para um lado e tinha uma mulher gemendo de dor. Olhei para o outro e tinha o enfermeiro que me pegou no quarto e me levou para a cirurgia. Ele disse: "Já acordou corintiano?". E eu respondi: "Que horas são?". E ele: "São 15:00, tá indo pra onde?" hahahahaha. Eu disse que só queria saber se já tinham falado com minha mãe e que tudo tinha dado certo. Ele me disse que o Dr. Elias já tinha conversado com ela. Daí então que olhei para a minha barriga e vi o corte. Tem mais ou menos uns 15cm. Pequeno se comparado ao que eu já vi em outras pessoas. Estava também 3 drenos, um embaixo do umbigo, e os outros dois ao lado do corte e com o soro ao meu lado . Pronto, depois que eu vi o corte, o negócio começou a doer. E como doía. Comecei a reclamar de tudo, da maca, dos cobertores (geralmente quem opera sente frio, eu ao contrário, senti calor). Me colocaram uma inalação de oxigênio para eu respirar melhor. Foram buscar minha cama no meu quarto para que eu trocasse e me acomodasse melhor. Depois que fizeram isso me senti bem melhor. Quando foi mais ou menos umas 16:30 pedi para ir para o meu quarto e o anestesista autorizou. Recebi algumas visitas naquele dia, mas com o efeito da anestesia nem lembro direito quem tava lá. Estava muito sonolento. Só fui me recuperar mesmo às 4:00 da manhã no quarto. Dormi mais um pouco e as 7:00 acordei. Logo em seguida chegou o Dr. Nestor que faz parte da equipe médica para saber se estava tudo bem e que era para eu caminhar bastante pelos corredores do hospital para melhor a circulação. Disse que beberia água e chá e que ainda ficaria com o soro o dia inteiro. Veio um enfermeiro e me ajudou a tomar um banho e trocou meu curativo. E comecei a fazer minhas caminhadas pelos corredores do hospital bem devagar. Não sentia muitas dores, pois de 4 em 4 horas eles colocavam um medicamento em meu soro na veia. Ia aos quartos dos outros operados. Aliás, todos os quartos da ala onde eu estava era de pessoas operadas como eu. Modéstia a parte, se comparado com os outros que nem desciam da cama eu estava muito bem, pois era o único que estava com coragem para fazer as caminhadas. Nessas caminhadas, ia eu, meu soro, meu cachorrinho (saquinho da sonda que estava no dreno) e minha mãe que ficou todos os dias comigo no hospital. Quando ela ia para casa, minha tia ou meu irmão ficava comigo. Recebi visitas do pessoal do meu trabalho, dos meus amigos e muitos, mas muitos telefonemas. Recebi também a visita da fisioterapeuta (linda por sinal), que ia me ajudar a recuperar a capacidade respiratória depois da cirurgia que fica debilitada. Ela vinha pela manhã e ao final da tarde todos os dias.
No segundo dia de operado, já estava muito melhor disposto. Tiraram meu soro e já caminhava sem ele. Somente com o cachorrinho pendurado. O pessoal dos outros quartos também já estavam caminhando e ficávamos conversando pelos corredores. Foi liberado para mim além do chá e da água, leite, água de cocô e gatorade. Na hora do almoço e do jantar veio um caldo ralo de carne e mandioquinha. Não rejeitei nada. Depois que me tiraram o soro parei de ter náuseas e vômitos. Aliás, até hoje não tive mais. No 3º dia de operado recebi alta e fui para casa. Não dormi bem na primeira noite em casa, pois a cama do hospital se adapta à gente e em casa é a gente que tem que se adaptar a cama. Mas já é uma fase superada.

Estou indo muito bem. Segundo os médicos, muito rápido. Mas também tinha muito excesso de peso. Operei com 208kg e em janeiro cheguei a pesar 233kg. Quanto mais peso, mais a gente elimina né?

ATUALIZAÇÃO EM 27/01/2005

Gostaria de comemorar com todos os amigos e amigas os 100kg eliminados que atingi hoje.

Desde a preparação (em janeiro/2004) para a minha cirurgia que foi em junho/2004 me submeti a todas as recomendações de meu médico e hoje atingi 100kg off. Tinha 233kg, operei com 208kg e hoje estou com 133kg.

Quem me acompanha, sabe o quanto eu sou disciplinado com as recomendações.
Tá certo que de vez em quando a gente dá uma escapadinha, mas nada que abale as estruturas, rs.

Preciso perder mais 20kg para me submeter a cirurgia plástica, já que segundo o plástico tenho 20 a 25kg de pele a serem eliminadas. Mas a sensação corporal é de que não tenho esses 25kg de pele, me sinto bem mais leve do que os 133kg. E isso me faz só querer continuar a atingir meus resultados mais rapidamente. E o mais importante, com saúde. Priorizando as proteínas, vitaminas, etc...

Minha vida, como todos tem acompanhado mudou totalmente. Já estou jogando bola. Talvez a mobilidade ainda não seja a de uma pessoa que está em plena forma, mas para correr e me sentir bem junto com todos meus amigos, já é uma grande vitória. Foi um renascimento.

 


 

07/06/05 - 1 ano de nova vida

"Hoje completo 1 ano de nova vida. Nova vida mesmo.
Há um ano atrás fiz a cirurgia. Vários desafios tive que passar, como o medo de fazer a cirurgia, o medo de morrer durante a cirurgia ou o medo de ter algum problema no pós-cirurgico.
Mas resolvi encarar com um único objetivo: RENASCIMENTO. Quando pesava 233kg, já estava quase sem mobilidade física. Não conseguia fazer mais nada. Andar era um sacrifício. Por isso mesmo foi que decidi fazer a cirurgia quando o médico disse que o risco maior não era morrer na cirurgia e sim morrer no peso que eu estava. Fiz o tratamento, operei com 208kg e hoje estou com 110kg (sendo, segundo meu médico, uns 20kg de peles a serem eliminadas nas plásticas). Estive hoje na consulta de 1 ano com meu cirurgião e ele impressionado, disse que nunca tinha visto uma recuperação de peso tão rápida quanto a minha e o principal com saúde, mantendo todos os exames controlados. Por isso mesmo, ele já me liberou para começar as plásticas, inclusive a correção da hérnia incisional com ele mesmo. O que geralmente acontece com 1 ano e meio à 2 anos de cirurgia, fui liberado quando completei o primeiro ano. Atingi a redução de 50% do peso no primeiro ano, sendo que o esperado é no máximo 40%. Ou seja, hoje eu sou a metade do tamanho que eu era. Bom é isso pessoal, só escrevi esse breve depoimento, apenas para descrever a alegria imensa que sinto ao completar esse meu primeiro aniversário de uma nova vida!"


15/12/2005 - 1 e meio de  nova vida

"Completei 1 ano e meio de cirurgia.
 
Estou pesando atualmente 103kg, ou seja, 130kg a menos desde a preparação para a cirurgia.
 
Minha perda de peso diminuiu, afinal já atingi o objetivo do peso ideal para começar a cirurgia plástica. Devo perder mais uns 10kg na plástica só de peles e devido à minha altura, o ideal é que ao chegar aos 93kg eu esteja no peso ideal, após a plástica, cuja a qual, já estou em fase de exames pré-operatórios.
 
Estive na consulta com meu cirurgião e ele me disse que realmente foi impressionante meu emagrecimento. Respondi a ele que bastou seguir a risca todas as recomendações que ele me recomendou, que não tive problemas.
 
Minha alimentação está regularizada. Meus últimos exames mostraram que não tenho anemia, minha taxa de proteína está excelente assim como o colesterol está controlado.
 
Como de tudo. Tudo mesmo. Sem exceção, mas sei me controlar. Não tenho mais aquele pensamento de obeso de querer comer tudo que vê pela frente. Quando chega meu limite, eu simplesmente paro e não sinto mais vontade.
 
A única coisa ruim que me aconteceu como conseqüência da cirurgia, foi o rompimento total do ligamento cruzado anterior do meu joelho esquerdo, assim como uma lesão no menisco do mesmo joelho. Mas daí você me pergunta, se você operou o estômago, porque foi conseqüência da cirurgia? 
 
Após o meu emagrecimento, voltei a fazer o que eu mais gostava, que era jogar futebol. Mas fui com muita sede ao pote. Me empolguei um pouco e acabei exagerando na dose. Na verdade, eu já tinha problemas no joelho em decorrência da obesidade, mas não tinha conhecimento sobre esse problema. O que aconteceu, então, foi que ao voltar a praticar futebol, o problema agravou e chegou neste ponto de rompimento total.
 
Hoje já em dia  já fiz fisioterapia e sinto poucas dores. Terei que operar o joelho também para voltar a praticar esporte, mas não penso nisto agora, pois o prazo de recuperação total é de 9 meses (3 meses afastado do trabalho) e vou deixar isto para depois.
 
Bom é isto, continuo recebendo muitas mensagens de quem lê meu depoimento. Agradeço as palavras de carinho, pois essas palavras me ajudaram e ajudam e muito não só a mim, mas a quem eu posso ajudar também.
 
Fiquem com DEUS!
 
Vilson Matos
Antes: 233kg
07/12/2005: 103kg"

 

Veja mais fotos minhas em http://fotos.terra.com.br/album.cgi/vilsonmatos

 

atualizado em 05/07/05