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Nos
primeiros meses eu me dediquei simplesmente a caminhar. Ia no bosque ou
caminhava na rua mesmo quase todos os dias e normalmente andava 1200
metros. Conforme me sentia bem, aumentava o percurso em um dia e voltava no
outro. Tentei praticar outros esportes, mas ainda não me sentia totalmente
a vontade. Na academia o ambiente era hostil. Nenhum daqueles
aparelhos foi feito pensando em alguém com mais de 150 quilos e eu ainda
estava longe disso. Fiz alguns meses de hidroginástica com a ajuda de um Personal Trainer ,
mas percebi que aquela não era minha praia (ou piscina). O problema
maior desses lugares é o culto exagerado ao corpo. Pessoas mais gordas
dificilmente se sentem bem em ambientes aonde o culto à magreza é exagerada.
Com o tempo fui ganhando um bom condicionamento físico e percebi que aquela
caminhada lenta já não me cansava mais, nem mesmo me fazia transpirar e nem
aumentava os meus batimentos cardíacos. Um dia, depois de mais ou menos 1
ano da cirurgia, quando eu já devia estar pesando uns 160 quilos ( ainda é
muito, mas não se esqueça que eu já cheguei aos 300 quilos) arrisquei
uma caminhada intermediária, que não é nem corrida nem caminhada. Na internet eu encontrei esse tipo de atividade com o nome de POWER CAMINHADA.
Nessa altura eu já estava conseguindo andar normalmente 6 quilômetros, e
comecei alternando. Andava 500 metros e corria 100. Algum tempo depois
aumentava para 200, 300, 400... Quando via que tinha passado do meu limite,
permanecia alguns dias na mesma distância. A ajuda e o incentivo de minha
esposa foram essenciais nessa fase. Ela sempre me estimulando e me
acompanhando, por mais atenção que eu chamasse.
Chega uma
etapa do tratamento aonde o peso literalmente estaciona. Os chamados
Platôs. Isso
aconteceu comigo mais ou menos nos 180 quilos. Fiquei preocupado. Já até
poderia me considerar um vitorioso, afinal já havia emagrecido mais de 100
quilos. Mas eu não estava satisfeito.... |


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