12/09/2006 -
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Estudo liga obesidade
mórbida a dano cerebral em bebês |
Pesquisadores da Universidade da
Flórida descobriram uma ligação entre obesidade mórbida em bebês e
baixas taxas de QI, atrasos cognitivos e lesões cerebrais
semelhantes às encontradas em portadores do mal de Alzheimer.
Embora a causa desses problemas ainda seja desconhecida, os
cientistas responsáveis pelo estudo teorizam que os distúrbios
metabólicos provocados pela obesidade poderiam danificar o cérebro
das crianças muito pequenas, que ainda estão em desenvolvimento e
não se encontram totalmente protegidos. Artigo descrevendo o
trabalho está publicado no Journal of Pediatrics.
"Sabe-se que a obesidade se associa a diversos outros problemas
médicos, como pressão alta, diabetes e colesterol elevado", diz o
médico Daniel J. Driscoll, principal autor do estudo. "Agora,
estamos propondo que a obesidade precoce e esses problemas
metabólicos e bioquímicos podem levar também a danos cognitivos".
Os pesquisadores compararam 18 crianças e adultos com obesidade
precoce, significando que tinham um peso de 150% do ideal antes dos
4 anos de idade, com 19 crianças e adultos com síndrome de
Prader-Willi e 24 irmãos de peso normal. Os irmãos magros foram
escolhidos como grupo de controle por conta do histórico genético e
socioeconômico parecido.
A ligação entre problemas cognitivos e a síndrome de Prader-Willi,
uma disfunção genética que leva o portador a comer sem parar e ficar
obeso com pouca idade, é bem estabelecida. Os pesquisadores
determinaram que crianças e adultos que se tornaram obesos quando
bebês, sem causa genética aparente, se saem tão mal, em testes de QI,
quando portadores da síndrome.
Realizando exames de ressonância magnética nos voluntários, os
pesquisadores também descobriram lesões no cérebro de muitos dos
portadores da Prader-Willi e do grupo que havia sofrido de obesidade
mórbida precoce. Essas lesões são encontradas, tipocamente, em
pacientes de Alzheimer e em portadores de fenilcetonúria que não
receberam tratamento. |
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