Elas chegaram lá
Conheça a história de Regina, Érica e Débora, que
deram um basta no excesso de peso com determinação e muito
amor-próprio

Numa quinta-feira, véspera de feriado, Regina Célia
Valentini, 40 anos, Érica Paschoal, 26, e Débora Vival Soto, 34,
encontraram-se pela primeira vez num estúdio fotográfico no bairro
Vila Madalena, em São Paulo (SP). Nem a chuva fina ou o trânsito
caótico da cidade afugentaram o sorriso largo e vitorioso do rosto
de cada uma. Afinal, iriam realizar o sonho de ser capa da Dieta Já!
E pelo mesmo motivo: todas têm uma história de emagrecimento de
sucesso. Juntas, elas perderam 100 kg! Veja, agora, como isso
aconteceu...
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Regina
Valentini
40 anos, assessora administrativa
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PESO |
MANEQUIM |
| ANTES: |
99 kg |
50 |
| DEPOIS: |
60 kg |
40 |
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Aniversário em plena
forma
Depois de sofrer durante toda a vida com o excesso de peso,
Regina confessa que está se sentindo uma adolescente. Descobriu o
salto alto, a saia acima do joelho, a maquiagem e as bijuterias. "No
máximo usava um par de brincos", conta a assessora administrativa,
que tomou o primeiro moderador de apetite aos 15 anos, quando era
consumidora voraz de chocolate e se mantinha perto dos 70 kg.
"Passados 10 anos, mesmo encarando todo tipo de regime, me casei
pesando 83 kg, que logo se transformaram em 89 kg."
O desejo de ser mãe não demorou a aparecer, mas, com medo do
resultado na balança, apostou antes numa dieta com fórmulas para
perder peso. Assim, com o ponteiro marcando 73 kg, engravidou de
Tiago e, logo em seguida, relaxou de vez. "Aproveitei para comer
tudo o que queria pensando em, depois do parto, tentar afinar
novamente. Nessa, acabei chegando aos 96 kg!"
A partir de então, esse passou a ser o seu 'número' - como ela
mesma diz. Correu atrás de vários programas de emagrecimento e
remédios, consultou endocrinologistas, procurou a acupuntura e a
homeopatia e... nada. Até que ficou grávida de Gianfilipe em meados
de 2000. Dessa vez, contudo, a diabetes gestacional a fez se manter
sob controle. Assim, engordou somente 4 kg.
Foi no Carnaval de 2003 que a 'ficha' caiu. Regina - que se
tornara diabética e hipertensa - decidiu ir à piscina do condomínio
onde mora e foi completamente ignorada pelas vizinhas magras. Na
semana seguinte, reencontrou antigos amigos da época do colegial e
alguns não esconderam a surpresa de vêla "tão diferente". Ficou tão
incomodada que, passados uns dias, acordou com a idéia de, em 2004,
completar 40 anos linda, magra e poderosa. "Tudo isso, mais o apoio
incondicional de meu marido, me fez tomar a decisão de fazer a
cirurgia de redução do estômago."
Após pesquisar na internet e participar de um grupo de discussão
sobre a operação, a assessora marcou uma consulta com o
gastroenterologista Almino Cardoso Ramos, de São Paulo (SP).
Resultado: em 5 de julho daquele ano, pesando 99 kg, se submeteu a
uma gastroplastia laparoscópica. Na recuperação, foram 21 dias
seguindo uma dieta líquida e mais 10 comendo somente alimentos
pastosos, até retornar às refeições normais em quantidades
reduzidas.
| "Hoje, sou saudável. Não tenho mais diabetes
e a taxa de colesterol melhorou
muito depois que emagreci"
Regina Célia Valentini, 40 anos |
Um ano e nove meses após a intervenção cirúrgica e pesando 60 kg,
a paulistana de 1,61 m conta que nunca se sentiu tão bem. "Estou
saudável, não tenho mais diabetes nem hipertensão. E a taxa de
colesterol melhorou muito!" Claro que ela continua apostando num
certo controle alimentar para não recuperar os quilos perdidos.
"Consumo leite desnatado, café com adoçante, margarina, creme de
leite e maionese lights. Mas sei que estou falhando num ponto: ainda
não incorporei a ginástica no meu dia-a-dia. Esse certamente será o
próximo passo", afirma, determinada.
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Débora
Soto
34 anos, gerente comercial
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PESO |
MANEQUIM |
| ANTES: |
62 kg |
44 |
| DEPOIS: |
47 kg |
36 |
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Duas vezes grávida... e
magra!
No caso de Débora Vival Soto, os regimes fizeram parte de seu
cotidiano desde o final da infância, lá pelos 9 anos. Hoje ela
percebe que a mãe, uma cozinheira de mão cheia, demonstrava seu
carinho por meio da alimentação. "Meu irmão mais velho sempre foi
gordinho e, quando bebê, tomava até quatro mamadeiras de leite com
abacate por dia." Não demorou, claro, para ela também começar a
engordar. Seu prato predileto - e diário! - era arroz, feijão, ovo
frito, farinha e banana. "Com 12 anos, tive problema de colesterol",
lembra. Mas tudo piorou mesmo um ano depois, quando veio a
menstruação. "A partir daí e até os 16 anos, só ganhei peso. Com
1,56 m, cheguei aos 62 kg." Os números podem não impressionar tanto
quanto os de Regina e Érica, porém é preciso levar em conta que
Débora era "uma garota miudinha, usando manequim 44". "Fiz de tudo
para ser magra de novo. Tentei a dieta da lua, a da sopa. Vivia
constantemente no efeito sanfona," lembra.
Aos 16 anos, ela resolveu buscar apoio no grupo de emagrecimento
Meta Real. "Em três meses perdi 12 kg sem fazer ginástica. Estava,
contudo, determinada a recuperar a disposição que a malhação dá."
Nesse período, sentindo-se mais bonita, segura e atraente, a
paulista de Santo André terminou um namoro e, pouco tempo depois,
engatou em outro.
O amor à primeira vista resultou em casamento. Quando engravidou,
contratou logo um personal trainer para criar um programa de
exercícios específico.
| Com atividade física adequada e alimentação
balanceada, não há por que
engordar durante a gestação
Débora Vival Soto, 34 anos |
Foi excelente, pois Débora engordou somente 5,5 kg. No primeiro
aniversário de Giovanna, descobriu que esperava outro bebê. "Segui
novamente a orientação do professor e só ganhei 6 kg. Acho que minha
história é uma prova de que com atividade física adequada, cardápio
balanceado e emoções sob controle, não há necessidade de o ponteiro
da balança subir muito durante a gestação", explica a gerente
comercial, que atualmente sustenta a invejável marca de 47 kg, 3 a
menos do que tinha na época em que conseguiu a vitória na balança.
Definitiva, ela mesma garante!
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