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03/05/05 - EXGORDO
Matéria da Revista Dieta Já de Abril de 2005
Elas chegaram lá
Conheça a história de Regina, Érica e Débora, que deram um basta no excesso de peso com determinação e muito amor-próprio
 

Numa quinta-feira, véspera de feriado, Regina Célia Valentini, 40 anos, Érica Paschoal, 26, e Débora Vival Soto, 34, encontraram-se pela primeira vez num estúdio fotográfico no bairro Vila Madalena, em São Paulo (SP). Nem a chuva fina ou o trânsito caótico da cidade afugentaram o sorriso largo e vitorioso do rosto de cada uma. Afinal, iriam realizar o sonho de ser capa da Dieta Já! E pelo mesmo motivo: todas têm uma história de emagrecimento de sucesso. Juntas, elas perderam 100 kg! Veja, agora, como isso aconteceu...

Regina Valentini
40 anos, assessora administrativa
  PESO MANEQUIM
ANTES: 99 kg 50
DEPOIS: 60 kg 40

 

 

Aniversário em plena forma

Depois de sofrer durante toda a vida com o excesso de peso, Regina confessa que está se sentindo uma adolescente. Descobriu o salto alto, a saia acima do joelho, a maquiagem e as bijuterias. "No máximo usava um par de brincos", conta a assessora administrativa, que tomou o primeiro moderador de apetite aos 15 anos, quando era consumidora voraz de chocolate e se mantinha perto dos 70 kg. "Passados 10 anos, mesmo encarando todo tipo de regime, me casei pesando 83 kg, que logo se transformaram em 89 kg."

O desejo de ser mãe não demorou a aparecer, mas, com medo do resultado na balança, apostou antes numa dieta com fórmulas para perder peso. Assim, com o ponteiro marcando 73 kg, engravidou de Tiago e, logo em seguida, relaxou de vez. "Aproveitei para comer tudo o que queria pensando em, depois do parto, tentar afinar novamente. Nessa, acabei chegando aos 96 kg!"

A partir de então, esse passou a ser o seu 'número' - como ela mesma diz. Correu atrás de vários programas de emagrecimento e remédios, consultou endocrinologistas, procurou a acupuntura e a homeopatia e... nada. Até que ficou grávida de Gianfilipe em meados de 2000. Dessa vez, contudo, a diabetes gestacional a fez se manter sob controle. Assim, engordou somente 4 kg.

Foi no Carnaval de 2003 que a 'ficha' caiu. Regina - que se tornara diabética e hipertensa - decidiu ir à piscina do condomínio onde mora e foi completamente ignorada pelas vizinhas magras. Na semana seguinte, reencontrou antigos amigos da época do colegial e alguns não esconderam a surpresa de vêla "tão diferente". Ficou tão incomodada que, passados uns dias, acordou com a idéia de, em 2004, completar 40 anos linda, magra e poderosa. "Tudo isso, mais o apoio incondicional de meu marido, me fez tomar a decisão de fazer a cirurgia de redução do estômago."

Após pesquisar na internet e participar de um grupo de discussão sobre a operação, a assessora marcou uma consulta com o gastroenterologista Almino Cardoso Ramos, de São Paulo (SP). Resultado: em 5 de julho daquele ano, pesando 99 kg, se submeteu a uma gastroplastia laparoscópica. Na recuperação, foram 21 dias seguindo uma dieta líquida e mais 10 comendo somente alimentos pastosos, até retornar às refeições normais em quantidades reduzidas.

"Hoje, sou saudável. Não tenho mais diabetes e a taxa de colesterol melhorou muito depois que emagreci"

Regina Célia Valentini, 40 anos

Um ano e nove meses após a intervenção cirúrgica e pesando 60 kg, a paulistana de 1,61 m conta que nunca se sentiu tão bem. "Estou saudável, não tenho mais diabetes nem hipertensão. E a taxa de colesterol melhorou muito!" Claro que ela continua apostando num certo controle alimentar para não recuperar os quilos perdidos. "Consumo leite desnatado, café com adoçante, margarina, creme de leite e maionese lights. Mas sei que estou falhando num ponto: ainda não incorporei a ginástica no meu dia-a-dia. Esse certamente será o próximo passo", afirma, determinada.

Érica Paschoal
26 anos, personal trainer
  PESO MANEQUIM
ANTES: 103 kg 50
DEPOIS: 57 kg 38

De obesa a maratonista

Seguindo por outro caminho, Érica Paschoal não só descobriu o prazer da malhação como foi além: tornou-se maratonista e, hoje, está cursando o terceiro semestre do curso de Educação Física na Universidade Paulista (UNIP), em São Paulo (SP) - algo impossível de imaginar na época em que mantinha nada menos que 103 kg.

"Na adolescência, sempre estive acima do peso ideal para a minha estatura, 1,67 m, mas não me considerava obesa", esclarece a também paulistana, que completa: "Eu praticava natação, porém não comia direito nem de forma saudável". Desse jeito, quando engravidou aos 17 anos, Érica perdeu o controle total da situação. Parou de freqüentar os treinos na piscina e passou a ingerir tudo o que via pela frente. A desculpa era a mais conhecida de todas: estar se alimentando por dois. Ao término da gravidez de Clarissa, atualmente com 6 anos, ela contabilizou mais 25 kg e entrou num ciclo de incontáveis tentativas de emagrecer - infelizmente todas frustradas.

Estudo Educação Física e trabalho como personal trainer. Nada disso aconteceria se não tivesse afinado Érica Paschoal, 26 anos

Érica Paschoal, 26 anos

Até que um dia, em 2002, ao subir na balança, a moça quase caiu para trás: o ponteiro passava dos 100 kg! "Não tinha noção de que estava nesse patamar e foi a gota d'água. Entrei em depressão e tratei de procurar um psicólogo o mais rápido possível." Paralelamente, começou a participar das reuniões e seguir as orientações de um grupo de emagrecimento, o Meta Real. "Foi a ajuda de que precisava. Desde a primeira semana senti a diferença no corpo, os resultados me animaram. E, em vez de pensar no total de quilos a perder, me impunha objetivos a curto prazo." O melhor de tudo estava por vir: Fernando, seu marido, também resolveu enxugar os quilos extras. "Ele pesava cerca de 115 kg. Um deu muita força para o outro. Esse clima de cumplicidade e motivação dentro de casa foi fundamental."

Para acelerar o processo de emagrecimento, a ex-nadadora decidiu se inscrever numa academia de ginástica. A princípio, fez aulas de aeróbica e sessões de musculação no meio da manhã. "Dessa forma, não encontrava com ninguém conhecido." Dia a dia, porém, percebia a silhueta ganhar novos e interessantes contornos. A empolgação era tanta que, antes mesmo de chegar aos sonhados 57 kg, aceitou o desafio de encarar uma caminhada de 17 km organizada pelo pessoal da própria escola. Foi uma grande surpresa: Érica não só compareceu ao evento como completou com garra o longo trajeto.

Diante de sua determinação, amigos e professores aconselharam-na a investir nessa área. "Assim, passei a treinar corrida a sério", explica a morena, que até hoje vem obtendo excelentes resultados nas maratonas, uma de suas paixões. Fisgada de vez pelo esporte, resolveu prestar vestibular para Educação Física e também atuar como personal trainer. "Nada disso teria acontecido se não tivesse mudado o rumo da minha vida com a dieta", comemora.

 

Débora Soto
34 anos, gerente comercial
 
  PESO MANEQUIM
ANTES: 62 kg 44
DEPOIS: 47 kg 36

Duas vezes grávida... e magra!

 

No caso de Débora Vival Soto, os regimes fizeram parte de seu cotidiano desde o final da infância, lá pelos 9 anos. Hoje ela percebe que a mãe, uma cozinheira de mão cheia, demonstrava seu carinho por meio da alimentação. "Meu irmão mais velho sempre foi gordinho e, quando bebê, tomava até quatro mamadeiras de leite com abacate por dia." Não demorou, claro, para ela também começar a engordar. Seu prato predileto - e diário! - era arroz, feijão, ovo frito, farinha e banana. "Com 12 anos, tive problema de colesterol", lembra. Mas tudo piorou mesmo um ano depois, quando veio a menstruação. "A partir daí e até os 16 anos, só ganhei peso. Com 1,56 m, cheguei aos 62 kg." Os números podem não impressionar tanto quanto os de Regina e Érica, porém é preciso levar em conta que Débora era "uma garota miudinha, usando manequim 44". "Fiz de tudo para ser magra de novo. Tentei a dieta da lua, a da sopa. Vivia constantemente no efeito sanfona," lembra.

Aos 16 anos, ela resolveu buscar apoio no grupo de emagrecimento Meta Real. "Em três meses perdi 12 kg sem fazer ginástica. Estava, contudo, determinada a recuperar a disposição que a malhação dá." Nesse período, sentindo-se mais bonita, segura e atraente, a paulista de Santo André terminou um namoro e, pouco tempo depois, engatou em outro.

O amor à primeira vista resultou em casamento. Quando engravidou, contratou logo um personal trainer para criar um programa de exercícios específico.

Com atividade física adequada e alimentação balanceada, não há por que engordar durante a gestação

Débora Vival Soto, 34 anos

Foi excelente, pois Débora engordou somente 5,5 kg. No primeiro aniversário de Giovanna, descobriu que esperava outro bebê. "Segui novamente a orientação do professor e só ganhei 6 kg. Acho que minha história é uma prova de que com atividade física adequada, cardápio balanceado e emoções sob controle, não há necessidade de o ponteiro da balança subir muito durante a gestação", explica a gerente comercial, que atualmente sustenta a invejável marca de 47 kg, 3 a menos do que tinha na época em que conseguiu a vitória na balança. Definitiva, ela mesma garante!